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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ainda sobre os tradutores...


Claro que também há os supostos tradutores que enviam currículos pomposos, mas revelam total incompetência mal abrem a boca ou são submetidos a teste.
Ainda no outro dia, recebemos o currículo de uma alminha que definia as suas competências em alemão, inglês, etc., como "excelentes", mas acabou por confessar quando foi chamada para fazer teste que apenas tinha estudado alemão até ao 12º ano e que tinha "embelezado" o currículo a conselho de uma professora...
Não sei quem "varéia" mais neste caso, se os candidatos, se os professores que fazem estas recomendações...
E infelizmente, é cada vez mais difícil encontrar pessoas que saibam escrever bem português :-(

Ah, esta alminha também afirmava falar fluentemente latim...uma ave rara cheia de "cólidades raras"!

sábado, 20 de outubro de 2012

A história da minha vida



Este é o retrato mais fiel que já vi da minha profissão!
Confesso que oscilo com frequência entre os estados de espírito nº1/3 e o nº 5. :-D

'Brigada Hortinha ;-)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Something's gotta give



Adoro a abordagem cómica que este filme faz do lado melodramático do amor, da paixão. Confesso que me revejo muito neste papel da Diane Keaton, sou ou fui assim chorona e melodramática como ela, agarrada aos detalhes, com a respiração presa e suspensa nas palavras proferidas por outras pessoas. E às vezes, choro e rio ao mesmo tempo, rio dos meus excessos, do meu desespero e dramatismo do momento, porque sei o quão patéticos nos tornamos quando nos entregamos ao capricho de um sentimento que vive de reciprocidade e tem tanto de egocêntrico como de altruísta.
É que por mais que digamos que não voltaremos a ser felizes, que a nossa vida deixou de fazer sentido, ela encarrega-se de nos provar o contrário e não há como fugir às oportunidades de sermos todos os dias mais felizes, talvez começando por sermos menos infelizes, com os filhotes, os amigos, o trabalho que fazemos com paixão, a saúde que não nos falta.
Ainda assim, sei que vou ter muitos momentos Keaton. Porque gosto de mimo, e adorando dar mimo, sei que vou querer ter muito mimo de volta.
E tenho, tenho-vos a vocês...por enquanto :-)
E tenho ainda a certeza de que o meu coração escolheu amar um ser extraordinário. Esse mérito ninguém me tira...nem a linda pipoca que dele nasceu.

sábado, 17 de outubro de 2009

Pequeno T2, Ricardo Azevedo

Quem não teve a dada altura de virar a vida de pernas para o ar?
Trabalhar em áreas que nada têm a ver com a nossa formação pessoal, mudar de cidade ou de país, enfrentar problemas graves de saúde e não só, perder gente que amamos, afastarmo-nos de outras que nos fazem mal, acolher novas vidas nas nossas vidas e vê-las transformarem-se na nossa grande prioridade, concretizar projectos/sonhos pessoais ambiciosos, etc, etc.

Como dizia alguém (eras tu Sam?), temos de estar sempre prontos para "Mais uma volta, mais uma viagem, as crianças não andam...mas também não pagam :-)"

Estava a ouvir o anúncio e a pensar que já fiz tudo o que supostamente representa uma vida completa e feliz:

Fiz um filho
Plantei não uma, mas várias árvores
E embora não tenha escrito um livro, já traduzi vários, e lá vou escrevendo uns rabiscos aqui no meu cantinho :-)

Acho que está na hora de arranjar novos desafios :-)

VIAGENS, of course ;-)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Adrenalina


Como qualquer pessoa, a minha vida lembra-me às vezes uma montanha-russa. Tem momentos altos, momentos assim assim e momentos tão baixos que parece que me enfio na terra e vou por ali abaixo, sem saber onde parar, até ressurgir eventualmente um dia nas Antípodas, com indígenas a olharem para mim com ar curioso e a colocarem a inevitável pergunta: quem é esta tontinha toda suja de terra que fala inglês com sotaque francês???
Mas voltando à montanha-russa... :-)
Os momentos altos são tão maravilhosos que correspondem a autênticas descargas de adrenalina onde tudo é intenso: as sensações, as emoções, etc. Tudo isso seria fantástico, não fosse o que vem a seguir... a ressaca! É que depois de uma descarga de adrenalina, só mesmo outra descarga para nos manter em alta. Mas, e nisto há que aceitar que a adrenalina não é coisa que abunde por aí e a vida é feita de muitos outros momentos que temos de aceitar...quando não sabemos quando virá a próxima descarga de adrenalina, temos de encontrar uma forma de serenar, de viver com a lembrança e a saudade desses momentos e aprender a gostar também dos momentos mais calmos da nossa vida.
Ora, é precisamente isso que tenho andado a fazer e ontem lembrei-me da secular técnica da respiração (antes que perguntem, esclareço desde já que não sou loira, hehe): inspirar, expirar, inspirar, expirar...
E não é que resulta??? (com muita força de vontade e alguma auto-sugestão, claro)

PS: sei que não perceberam nada do que disse, mas deixem lá, nem eu me percebo às vezes :-))

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Arcano do meu nome

Há uns tempos, decidi fazer algo que sempre despertou a minha curiosidade...pedi para elaborarem o meu mapa astral. Eu e a Melissa rimo-nos muito com alguns resultados e respectivas interpretações...não podiam ser mais vagas ou mais "ao lado".
Entretanto, aproveitei para saber qual é o arcano do Tarot que representa o meu nome, sendo que este indica algumas características pessoais ...

Aqui vai o resultado que até achei engraçado, hehe

O meu Arcano Pessoal é: 8 - A JUSTIÇA (Rider Tarot: A Força)
Palavras-Chave: Rectidão e Equilíbrio
  • Acontecimento marcante a nível psicológico aos 8 anos de idade;
    (de facto, fui operada à apendicite com esta idade, foi algo traumatizante, ainda hoje me sinto sufocar em hospitais)
  • Sentido de justiça apurado;
  • Autoridade;
  • Deseja obter o máximo de respeito por parte dos outros
    (sim, é um requisito básico...)
  • Dúvidas acerca da capacidade;
    (às vezes, não sempre)
  • Muitas vezes dura demais consigo mesma;
    (vou abster-me de comentar)
  • Quer ser imparcial nas discussões
    (sou tudo menos imparcial nas discussões…nessa altura, costumo dizer que só vejo vermelho à frente, lol)
  • Magnitude e comportamento refinado;
    (ah pois, sou muito fina, eu!)
  • Quer ser ouvido(a) e fazer valer sua vontade;
    (não era mais fácil dizer que sou teimosa?)
  • Desafios na relação a dois;
    (ui, ui!)
  • Cuidado com o autoritarismo;
  • Conflitos de poder com figuras masculinas;
    (é que eles afectam a minha “feminilidade” ;-))
  • Busca segurança máxima;
  • Previdência;
  • Instinto protector e defesa do seu território;
    (sou possessiva...)
  • Quer e passa credibilidade;
  • Confiança adquirida;
    (é uma aprendizagem diária…)
  • Sociabiliza escolhendo bem com quem se relacionar;
    (sim, estou sempre rodeada de gente que me quer bem)
  • Não seja tão severa consigo mesma;
    (e como se faz isso?)
  • Princípio e honestidade;
  • Segue as leis e procura aplicá-las na prática;
  • Mente inquieta;
    (devia ser "muiiiito inquieta")
  • Capacidade criativa a nível técnico;
  • Poder absoluto pelas palavras;
    (pode ser um dom ou uma maldição…)
  • "Morde e assopra"
    (esta não percebi…alguém sabe o que quer dizer? penso que se trata de uma expressão brasileira)
  • Cuidado com a inflexibilidade;
    (estou a trabalhar nisso…)
  • Pune-se quando não consegue exactamente o que programou;
    (lido mal com expectativas goradas)
  • Controlo emocional;
    (era bom, era…esta não podia estar mais ao lado, lol)
  • Cuidado com o conformismo;
    (eu sou por natureza uma INconformista!)
  • Empenha-se ao máximo no que faz;
  • Orgulho intelectual;
    (e não só…)
  • Firmeza e controlo;
  • Assuntos burocráticos e legais são um desafio;
    (odeio burocracia…)
  • Atenção aos rins e aparelho circulatório;
    (é um pouco mais acima…o meu calcanhar de Aquiles é mesmo o estômago!)
  • O trabalho é a válvula de escape;
    (correcção: os amigos e o blogue…)
  • Receio de cometer enganos;
  • Produtividade;
  • Maturidade adquirida a duras penas;
  • Mãe severa ou distante emocionalmente;
    (odiei esta frase, Freud diria que é por reconhecer a veracidade das palavras…espero que não, pois adoro a minha Pipoca)
  • Privação do prazer;
    (tenho melhorado nesse campo :-))
  • Falsa modéstia;
    (não concordo, mas não me compete a mim avaliar…)
  • Temperamento ensimesmado;
    (sim, sou tão pensativa quanto emotiva)

Assim sou eu...isso e muito mais, como qualquer outra pessoa ;-)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Um vulcão...


Sou um vulcão, sei que sou.
Não me foi dito propriamente como um elogio, mas tenho a dizer em minha defesa que apenas escassos eleitos são tocados pela minha lava e tento sempre que não saiam demasiado chamuscados... até porque me são muito valiosos ;-)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Novidades para breve no meu cantinho


É assim que sinto o meu blogue, um cantinho onde as palavras que escrevo me ABRAÇAM e acolhem tudo o que sinto, penso e imagino.
Sinto este fascínio pelas palavras desde que me conheço...sou tradutora por vocação, algo que explico sempre com uma frase muito simples "adoro brincar com as palavras".
Claro que as traduções técnicas limitam este conceito de brincadeira, mas de vez em quando, muito de vez em quando, recebo um bombom sob a forma de um livro ou de um texto mais livre, e aí, sim, sinto-me como uma criança num parque infantil...

Isto tudo para dizer que vou criar uma nova rubrica no meu blogue que irei chamar "Ficsy" (ficção da Sylvie, hehe), onde deixarei pequenos textos da minha autoria; nada de muito pretensioso, até porque não sou escritora... serão apenas pequenos textos onde revisitarei ou inventarei locais, personagens, sentimentos e vivências. Poderão rever-me em algumas descrições, situações, reconhecer locais, mas estas histórias não serão sobre mim...

Acrescento esta rubrica sabendo que o meu blogue é maioritariamente visitado por amigos e amigos de amigos, não me atreveria a escrever para outras pessoas... Be kind ;-)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Perdão


"O perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa, decorrente de uma ofensa percebida, diferença ou erro, ou cessar a exigência de castigo ou restituição (…) O perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, vem do coração, é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes tampouco é motivado por orgulho ou ostentação..."

Fonte: Wikipedia

"Esquecimento completo e absoluto das ofensas…" Sabem aquela sensação que todos temos quando vivemos a nossa vida rodeados de algumas certezas absolutas e de repente, acontece algo que nos faz questionar aquilo em que acreditávamos?
Foi o que eu senti ao ler esta definição de perdão… aliás, senti-me a personificação do filme "Quem tramou Roger Rabbit"… ou numa versão adaptada "Quem tramou Sylvie Pereira" ;-)
É que com esta definição, a Wikipedia vem simplesmente riscar da minha lista pessoal de virtudes a importante capacidade de perdoar!
Consigo, sem dúvida, ultrapassar o ressentimento, consigo aceitar sem reservas um pedido de desculpas, consigo inclusive dar um abraço sentido à pessoa que me fez mal, mostrando (em alguns casos) que valorizo demasiado a sua presença na minha vida para guardar rancor, mas esquecer a ofensa? A menos que me façam uma lobotomia, como esquecer algo que já vivi e que obviamente, foi marcante, uma vez que justificou um perdão (ou o que quer que lhe deva agora chamar?)? Como banir da memória algo que mexeu comigo?
Aliás, esta definição pressupõe que o esquecimento depende da nossa vontade quando, na verdade, todos vivemos momentos de desagrado, aparentemente insignificantes, que relevamos, que até julgamos esquecidos e não achamos importante mencionar na altura. Mas, curiosamente, após uma série de pequeninas ofensas igual a essa, a memória encarrega-se de nos lembrar a reincidência da ofensa e tudo ganha uma nova proporção que, essa sim, irá exigir um pedido de desculpa da outra pessoa ou uma mudança de atitude, já que afecta o nosso bem-estar.
Que namorado, companheiro ou marido não se queixa dessa faculdade extraordinária que nós as mulheres temos de ir desenterrar episódios do passado para reforçarmos uma acusação ou uma manifestação actual de desagrado ou mágoa? Quer isso dizer que nenhuma mulher consegue realmente perdoar? Não, rapazes, … apenas quer dizer que interiorizamos de forma diferente aquilo que nos acontece e, quando necessário, a nossa memória encarrega-se de lembrar a quem precisa, aquilo que gostamos ou não gostamos que nos façam.

Atrevo-me, por isso, a contestar esta definição de perdão da Wikipedia...atrevo-me a dizer que o esquecimento nada tem a ver a capacidade de perdoar; se nos esquecêssemos completamente das ofensas, estaríamos sempre expostos e permeáveis a renovadas ofensas. Não conseguiríamos pôr um ponto final numa sequência de abusos, por exemplo, pois dependeríamos unicamente da vontade da outra pessoa para não reviver essa experiência.
Haveria até uma espécie de consentimento e passividade da nossa parte em relação ao mal que nos fazem. Não é essa a atitude do masoquista ou das pessoas que têm uma postura vitimista e que aceitam todo o mal que lhes acontece sem se rebelarem, sem nunca reclamar?
Perdoar sim, quanto a esquecer…esqueçam! :-P

domingo, 15 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Bom ano 2009!



Após uma ausência sabática, cá estou eu de volta para escrever alguns desabafos, partilhar lembranças e escrever umas quantas baboseiras sobre a minha vidinha…
E como o frio impera em todo o país e está a decorrer esta semana o campeonato da Europa de patinagem artística, decidi começar o ano a partilhar convosco essa minha confessada paixão e a dar-vos a conhecer o meu ídolo de sempre na modalidade: o Sr Evgeni Plushenko que, mais do que um patinador…é um verdadeiro artista em cima do gelo!
Quem me conhece razoavelmente, sabe que além da minha vocação como tradutora, há umas quantas áreas artísticas em que gostaria de ter brilhado nesta minha ainda curta vidinha:
Sonhei em ser uma famosa pianista (o mais próximo que consegui foi martelar incansavelmente as teclas de um órgão que o meu pai me ofereceu a mim e à minha irmã quando éramos crianças)
Adorava ter sido uma exímia dançarina (ADORO tudo o que tenha a ver com dança…por isso, com o aniversário a aproximar-se… aceitam-se convites para espectáculos, aulas de dança, etc...;-))
Gostava ainda de ter nascido com a voz de uma Rita Guerra ou de uma Mariza para abrilhantar esses palcos pelo mundo fora (não ganhei nenhum prémio da BBC, é certo, mas cheguei a estar num estúdio de gravação em Lisboa, na década de 80, para gravar uma daquelas cassetes que circulavam nas feiras …fazia apenas de coro com a minha irmã, mas poderíamos ter sido as Pereirettes (digam lá que não dava um excelente nome artístico, ehehe?) …mas enfim, a cassete nunca chegou a ser gravada e acabou assim prematuramente uma carreira que se anunciava promissora!)
Além de tudo isto, e voltando ao tema inicial, sempre sonhei em ser uma patinadora no gelo...Na verdade, não tinha o mínimo jeito para desporto, cheguei inclusive a ter uma alcunha bastante explícita na secundária devido ao carácter cómico das minhas prestações nas aulas de educação física (“Sissi palhaça”, nome atribuído pelo meu coleguinha Caliço do 8º ano), mas acredito piamente que teria vencido esse obstáculo e teria deslizado maravilhosamente no gelo...É preciso é acreditar!

Poderão vocês dizer…com tanta apetência confessada para a vida artística, será a nossa amiga Sylvie, na realidade, um bicho do palco? A isso respondo que sou sempre um bicho… sou um autêntico bicho quando me tiram do sério ou posso ser o bichinho mais meiguinho e inofensivo quando me tratam como uma princesa…o palco é mera semântica, lol!

Para terminar, um Feliz 2009 para todos: muita saúde, muito trabalho e muita m... em nome daquela dose de sorte de que todos precisamos nas nossas vidas... ;-)

Fiquem bem, beijos do vosso “bichinho”

terça-feira, 29 de julho de 2008

Nada é para sempre?

Há pouco tempo, conversei com um grande amigo sobre esta máxima em que ele acredita.
Disse-lhe que me assustava esse tipo de pensamento e as pessoas que, como ele, acreditam nisso, pois na minha opinião, são pessoas que desinvestem. Perguntei inclusive se, acreditando nisso, ele não saía logo à partida derrotado de qualquer coisa a que se propusesse ou se não condenava ao fracasso quem quisesse investir nele…
E depois, passei a noite a pensar nas minhas palavras e reformulei o meu pensamento ao contrário.
E se o meu erro e o erro de muita gente fosse acreditar que existe um “para sempre”?
E se, na verdade, devêssemos todos partir do princípio contrário para continuarmos a alimentar os nossos sonhos e as nossas relações? De facto, até que ponto nos esforçamos e lutamos com garra pelo que nos faz feliz, se acreditamos que é para sempre? Não haverá nesse pensamento algum facilitismo que, por isso só, é também uma forma de desinvestimento? Afinal, para quê investir em algo que tomamos por certo? Como sequer apreciá-lo?
O que sei é que o “para sempre” em que acreditei não existe, e ao tentar perceber essa realidade e retirar algum auto-conhecimento dessa lição de vida, descobri graças a esse meu amigo que, afinal, talvez o único caminho para um "para sempre" seja acreditar que nada é para sempre…
E no entanto, como sonhadora e romântica que ainda sou, também acredito que andemos ofuscados e baralhados com falsos “para sempre”, mas que existe um "para sempre" que alguns de nós têm a felicidade de encontrar. Talvez o segredo seja construí-lo, dia após dia, sem pensar que ele existe. Talvez seja essa a forma de o fazer acontecer...
Talvez...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A beleza de ser infeliz!


Hoje, um amigo disse-me "Gosto da tua faceta melodramática"
E eu respondi "Pois, se fosse algo escrito, acho que seria uma tragédia grega"

A infelicidade tem um fascínio próprio, é dinâmica, não se conforma e obriga-nos a sonhar com outros estados de alma. Tudo o que dá impulso à nossa vida deve ser acarinhado, por isso desejo que sejamos todos um pouco infelizes, de vez em quando, para apreciarmos verdadeiramente as coisas boas da nossa vida.

Beijos tristonhos para todos...e entenda-se por "tristonhos" beijos que NÃO SE CONFORMAM por estarem longe de mim...

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Borboletas


Ultimamente tenho pensado muito no termo borboleta…
Designa um insecto provido de quatro grandes asas, de cores geralmente vivas, que sofre uma metamorfose; designa também um estilo de natação igualmente conhecido por mariposa, uma espécie de peixe, e outras coisas mais…
O que há de fascinante nas borboletas é a metamorfose por que passam. O seu ciclo de vida engloba a fase do ovo, larva, crisálida e imago, a borboleta adulta propriamente dita. Se eu fosse uma borboleta, não sei em que fase da minha vida estaria. O mais provável seria situar-me entre duas fases, pois já não me reconheço no que era, e também não sei o que sou. Sou assim, pronto, um ser suspenso na vida que me carrega…Sei que sou mulher, mãe, filha, irmã, e mais alguém, alguém cujos traços reconheço vagamente como se de um velho amigo se tratasse; perdi-me algures no caminho, entretida que estava em ser todas essas outras versões de mim.
Sonho em ser resgatada, mas sei que é apenas um sonho, pois aqui estou eu, sozinha, à procura de mim. Estou cansada, queria deitar-me num colo, e assim ficar até alguém sussurrar ao meu ouvido: encontrei-te…e que bom foi reencontrar-te...
Queria poder descansar, deixar que outra pessoa me carregasse nos seus braços e mimasse verdadeiramente o ser que eu sou…queria…
E foi nessa busca de mim que fiz novos amigos e reencontrei amigos. Amigos que me ampararam gentilmente nessa viagem e trouxeram de novo as borboletas para a minha vida.
Não sei onde me leva o meu caminho, mas sei que ninguém está verdadeiramente só quando tem amigos. E no entanto, é assim que me sinto…sozinha…

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Relações humanas, agora vistas por mim


O meu primeiro post foi um pouco cobarde, confesso. É mais fácil citar outras fontes do que pormos a nu os nossos próprios pensamentos. Mas todos vocês que me conhecem, sabem que eu sou assim: tímida, púdica e contida na primeira abordagem. Sejam pacientes e prometo-vos comentários apaixonados sobre qualquer tema que venha a abordar…
Voltando às relações humanas, sendo uma pessoa sonhadora e romântica, tenho alguma dificuldade em identificar-me com a primeira citação, embora concorde que é a mais sábia e a mais saudável…Mas eu, perdoem o egocentrismo da frase, preciso de tudo numa relação, seja ela de amor ou de amizade, preciso de dar e receber o sol, a lua e as estrelinhas todas contadinhas…sem deixar nenhuma para trás...preciso de acarinhar e ser acarinhada, de contacto físico, de abraços, de uma simples troca de olhares que diz tudo, de adivinhar e que adivinhem as minhas necessidades, de antecipação e daquele toque de magia que só um ser humano pode trazer na vida de outro ser humano…
Mas sei que as pessoas têm necessidades e aspirações diferentes, pelo que tenho alguns amigos a quem dou um abraço apertado e digo sem pudor “adoro-te” e tenho outros com quem não sou tão efusiva, pois olhariam de soslaio qualquer atitude que considerassem mais lamechas. A questão é, convidados bloguistas…tendo nós personalidades e necessidades tão diferentes, onde encontramos o equilíbrio para sermos felizes? Como pode uma pessoa romântica e apaixonada encontrar harmonia ao lado de outra pessoa com necessidades exactamente opostas?
Amando as palavras, como viver com o silêncio?
Viver não é fácil, é um desafio, mas conviver…ó tarefa árdua!

domingo, 22 de junho de 2008

Citações sobre relações humanas



A minha opinião é que nós temos de nos emprestar aos outros, mas apenas nos darmos a nós mesmos
Autor: Montaigne , Michel de

Nós, para os outros, apenas criamos pontos de partida
Autor: Beauvoir , Simone de

O homem é um animal sociável que detesta os seus semelhantes
Autor: Delacroix , Eugène

Feliz daquele que desfruta agradavelmente da sociedade! Mais feliz é quem não faz caso dela e a evita!
Autor: Voltaire

O mais sólido e mais duradouro traço de união entre os seres é a barreira
Autor: Reverdy , Pierre

A familiaridade tira o disfarce e descobre os defeitos
Autor: Maricá , Marquês

Fazemos ordinariamente mais festa às pessoas que tememos do que àquelas a quem amamos
Autor: Maricá , Marquês

Relações: pessoas com quem nós contamos ou que contam connosco, consoante sejam ricas ou pobres
Autor: Bierce , Ambrose

A melhor filosofia, relativamente à sociedade, é a de aliar, a seu respeito, o sarcasmo da satisfação à indulgência do desprezo
Autor: Chamfort , Sébastien-Roch