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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Something's gotta give



Adoro a abordagem cómica que este filme faz do lado melodramático do amor, da paixão. Confesso que me revejo muito neste papel da Diane Keaton, sou ou fui assim chorona e melodramática como ela, agarrada aos detalhes, com a respiração presa e suspensa nas palavras proferidas por outras pessoas. E às vezes, choro e rio ao mesmo tempo, rio dos meus excessos, do meu desespero e dramatismo do momento, porque sei o quão patéticos nos tornamos quando nos entregamos ao capricho de um sentimento que vive de reciprocidade e tem tanto de egocêntrico como de altruísta.
É que por mais que digamos que não voltaremos a ser felizes, que a nossa vida deixou de fazer sentido, ela encarrega-se de nos provar o contrário e não há como fugir às oportunidades de sermos todos os dias mais felizes, talvez começando por sermos menos infelizes, com os filhotes, os amigos, o trabalho que fazemos com paixão, a saúde que não nos falta.
Ainda assim, sei que vou ter muitos momentos Keaton. Porque gosto de mimo, e adorando dar mimo, sei que vou querer ter muito mimo de volta.
E tenho, tenho-vos a vocês...por enquanto :-)
E tenho ainda a certeza de que o meu coração escolheu amar um ser extraordinário. Esse mérito ninguém me tira...nem a linda pipoca que dele nasceu.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Antes do Amanhecer (Before Sunrise)





Decidi começar o ano partilhando convosco um dos meus filmes favoritos de sempre com Ethan Hawke (Jesse) e Julie Delpy (Céline). Não é um filme comum, pois toda a acção gira em torno do encontro casual entre dois desconhecidos e da química/conversas que surgem entre eles ao longo do dia que decidem passar juntos. Amo este filme pela sua faceta multicultural, pelo cenário escolhido e sobretudo por ilustrar a química e os sentimentos que nascem nas personagens através das longas horas de conversa. É um filme de um romantismo delicioso, mas terra a terra, e confesso que só de ver estas cenas no Youtube, fiquei com borboletas no estômago.
Curiosamente, também tenho a sequela do filme em DVD (Antes do Anoitecer/Before Sunset) , mas nunca me atrevi a vê-la com medo de estragar a magia do primeiro filme.
"You know what they say that we're all each others deamons and angels, well she was literally my angel..."

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Twin Peaks

Ontem, assim do nada, lembrei-me da música The Nightingale da série Twin Peaks a que eu assistia religiosamente no final dos anos 80, princípio dos anos 90.
Aliás, Twin Peaks deve ter sido uma das primeiras séries nas quais me viciei, embora a dada altura aquilo tenha ficado demasiado weirdo para mim e algumas cenas me causassem arrepios. Confesso que não gosto de filmes de terror, posso até assistir a um, mas já sei que nas semanas seguintes, vou ter medo do escuro e vou querer dormir de mão dada. E cá entre nós, aquela série tinha uns laivozitos de filme de terror...ou não?!!! (podem chamar-me mariquinhas que eu não me importo :-P)
Juro que ainda hoje a imagem da placa com o nome Twin Peaks e os pinheiros altos como pano de fundo me causa um friozinho na espinha...

Mas assim de repente, até me deu uma saudadezita daquele anão esquisitóide :-) Essa cena e a música que a acompanhava eram muiiiiito estranhas...creepy!

Aqui ficam 2 das minhas músicas de eleição na série.



The Nightingale, Julee Cruise



Falling, Julee Cruise

As músicas, sim, são lindas. Não têm nada de assustador, muito pelo contrário, são bem românticas como eu gosto! E quem não gostar, passe à frente :-P

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Verão azul



Lembram-se desta série?
Dizem que "de Espanha nem bons ventos, nem bons casamentos", mas aqui está a excepção à regra, hehe. Era realmente uma série muito gira.
E o genérico era simplesmente fabuloso...

sábado, 18 de abril de 2009

Lost, Everytime we touch



Houve uma altura em que estava viciada nesta série.
Aqui ficam algumas das cenas que ainda hoje me causam borboletas.
O poder do beijo e da paixão associado a uma música lindíssima...

'Cause everytime we touch, I get this feeling.
And everytime we kiss I swear I could fly.
Can't you feel my heart beat fast, I want this to last.
Need you by my side.
'Cause everytime we touch, I feel this static.
And everytime we kiss, I reach for the sky.
Can't you hear my heart beat slow...
I can't let you go.
Want you in my life.

sábado, 25 de outubro de 2008

'Allo 'Allo! Listen very carefully, I shall say this only once...



‘Allo ‘Allo! é uma deliciosa sitcom britânica dos anos 80 que foi transmitida em 50 países, inclusive em Portugal, e que conta a história de René Artois, o dono de um café francês, durante a II Guerra Mundial.
O sotaque das personagens, os casos do René com as empregadas Maria e Yvette, o seu envolvimento forçado com a Résistance, as visitas secretas da Michelle, a cantoria desafinada da Edith, a imagem muito pouco convencional dos oficiais alemães, os encontros amorosos de Otto Flick com a Helga a quem diz “You may kiss me” sempre que quer que ela o beije, a Madame Fanny (a velhota meio tarada, mãe da Edith), a figura caricata e muito pouco heróica dos pilotos ingleses escondidos no sótão do café, o Monsieur Alphonse (o eterno apaixonado da Edith), o Leclerc que volta e meia se enfia na cama com a Madame Fanny, tudo na série estava pensado para criar episódios cómicos que desdramatizavam os filmes feitos até então sobre a guerra.
Confesso que sou uma fã absoluta da série (que tenho inclusive em DVD) e o que mais me agrada é o sotaque das personagens (representativo de 4 línguas diferentes - francês, inglês, italiano e alemão), a desconstrução da imagem implacável e séria dos vários intervenientes na guerra, sem mostrar grandes partidarismos, a alusão ao lado mais grotesco de qualquer guerra que se manifesta no roubo ou destruição do espólio cultural do país ocupado (lembram-se da famosa pintura The Fallen Madonna (with the big boobies) de van Klomp?), a sátira feita aos ideais nazis que condenavam, entre outras coisas, a homossexualidade (ironicamente, na série, o Tenente Gruber tem um comportamento efeminado e anda atrás do René e há uma cena do Otto Flick em que ele usa lingerie feminina; essa cena está neste clip do Youtube). Além de tudo isto, gosto do espírito terra a terra dos autores da série que conseguem recriar, neste ambiente de guerra, a rotina diária de um casal, com emoções e vivências universais, amores e desamores, e na qual nos conseguimos rever de alguma forma.

Da série, retenho duas expressões que gosto de usar e que, para meu espanto, nem sempre a geração mais nova reconhece:
It is I, Leclerc
Listen very carefully, I shall say this only once


Para quem via a série, como eu, aqui fica a lista das personagens mais importantes e dos actores que as interpretavam:

Personagem - Actor
Mimi Labonq (séries 4-9) - Sue Hodge
Michelle "of the Resistance" Dubois - Kirsten Cooke
Monsieur Roger LeClerc (séries 1-5) - Jack Haig
Monsieur Ernest LeClerc (séries 6-9) -Derek Royle (séries 6) Robin Parkinson (séries 7-9)
Monsieur Alphonse - Kenneth Connor
General Erich Von Klinkerhoffen - Roger Michael Hilary Minster
Coronel Von Strohm - Richard Marner
Tenente Hubert Gruber - Guy Siner
Capitão Hans Geering (séries 1-4) - Sam Kelly
Capitão Alberto Bertorelli (séries 4-7) - Gavin Richards (séries 4-6) Roger Kitter (série 7)
Soldado Helga Geerhart - Kim Hartman
Herr Otto Flick -Richard Gibson (séries 1-8) David Janson (série 9)
Herr Engelbert Von Smallhausen (séries 2-9) -John Louis Mansi
Policia (Capitão) Crabtree (séries 2-9) - Arthur Bostrom
RAF Tenentes Fairfax e Carstairs (séries 1-7) - John D. Collins e Nicholas Frankau