Adoro a abordagem cómica que este filme faz do lado melodramático do amor, da paixão. Confesso que me revejo muito neste papel da Diane Keaton, sou ou fui assim chorona e melodramática como ela, agarrada aos detalhes, com a respiração presa e suspensa nas palavras proferidas por outras pessoas. E às vezes, choro e rio ao mesmo tempo, rio dos meus excessos, do meu desespero e dramatismo do momento, porque sei o quão patéticos nos tornamos quando nos entregamos ao capricho de um sentimento que vive de reciprocidade e tem tanto de egocêntrico como de altruísta.
É que por mais que digamos que não voltaremos a ser felizes, que a nossa vida deixou de fazer sentido, ela encarrega-se de nos provar o contrário e não há como fugir às oportunidades de sermos todos os dias mais felizes, talvez começando por sermos menos infelizes, com os filhotes, os amigos, o trabalho que fazemos com paixão, a saúde que não nos falta.
Ainda assim, sei que vou ter muitos momentos Keaton. Porque gosto de mimo, e adorando dar mimo, sei que vou querer ter muito mimo de volta.
E tenho, tenho-vos a vocês...por enquanto :-)
E tenho ainda a certeza de que o meu coração escolheu amar um ser extraordinário. Esse mérito ninguém me tira...nem a linda pipoca que dele nasceu.