Parte da entrevista
Desde pequena que adoro teatro. Algumas recordações da minha infância em França incluem os serões de Sexta-feira passados frente ao ecrã da televisão, a assistir a peças de teatro que começavam sempre da mesma forma, de cortinas vermelhas fechadas com o som das pancadinhas do teatro.
Quando me mudei para Lisboa, há cerca de 10 anos, passei a poder ir ao teatro, o que é realmente uma experiência muito, muito boa.
Lembrei-me disto a propósito da Grande Entrevista de ontem com António Feio, porque ele e José Pedro Gomes são as minhas figuras de referência no teatro português. O humor deles e o amor incondicional pelo teatro resultam sempre em algo de extraordinário, por isso estou sempre atenta aos novos projectos em que estão envolvidos.
O Villaret tem sido, desde há muitos anos, o meu ponto de encontro com eles, o espaço onde me posso rir e pensar com eles, e sair de lá a amar e respeitar o teatro, como eles pedem que aconteça.
Quando soube que o António Feio estava doente, fiquei bastante triste e cheguei a sonhar com ele. Pouco tempo antes, tinha sido o José Pedro Gomes a pregar-nos um susto.
Espero que o António recupere e que continue a abrilhantar os palcos da vida e do teatro por muitos e muitos anos para quem sabe, um dia, poder vir a fazer também parte das lembranças da Rita no teatro.
Foi uma Grande Entrevista com um Grande homem. Fez-me pensar que a vida e as pessoas em geral têm sempre algo de bom para nos dar ou ensinar.



